O Vazio não é tão vazio assim

Durante a vida toda vivemos inúmeros processos de luto, perdas de pessoas para a morte, pessoas que passam por nós e que ficam por um tempo deixando marcas e causando saudades, e tem pessoas que amamos incondicionalmente por uma vida e se preparam para voar no próprio destino. Neste último caso, continuamos amando incondicionalmente mesmo quando eles vão embora da casa, da morada. Isso não significa que vão embora da sua vida. 

Filhos são pessoas como nós, criamos, educamos, orientamos. Quando a estrutura é forte numa relação construída, filhos voltam sempre que precisarem conversar, trocar ideias, perguntar sua opinião, chorar, entender processos, contar segredos, informar mudanças; eles sempre voltam. 

Criamos filhos para voarem nos seus destinos mesmo que ficam debaixo da nossa asa por conta de uma relação afetiva estrutura e construída fortemente.

Na estrutura familiar sempre tem a pessoa que é o pilar, ela é a referência, o apoio, a estrutura forte. Mesmo que cada filho siga sua vida e saia do nicho de origem, sempre fará parte dessa família. Sentir-se de luto quando um filho saí de casa é um processo a ser vivido, um processo doloroso mas essencial para amadurecimento de cada um membro desta família.

Torna-se doloroso porque vivemos uma vida para o outro, com propósitos e objetivos para o outro mesmo que também seja o grande beneficiado da relação familiar. Mas vamos pensar em duas questões, a primeira é a necessidade de acolher seus medos e inseguranças e viver esse momento de transição acompanhando e orientando também na saída dos filhos, da família de origem. O segundo ponto para reflexão é o que você vai fazer daqui para frente por você. 

É importante viver os momentos e acolher os sentimentos bons e ruins no sentido de amadurecimento e não de culpa ou ressentimentos e mágoas. Depois é traçar metas para sua nova fase de vida e perceber que suas metas são diferentes das metas dos filhos e que você pode traçar objetivos para sua vida, junto de um companheiro ou companheira e sozinha (o) você também pode se realizar nessa nova trajetória.

Novos processos não estão apenas relacionados com a ausência dos filhos em casa, mas também com a perda de um familiar próximo, o processo de aposentadoria por exemplo.

É importante pensarmos que durante uma fase de vida fomos mães, pais, avós, filh@s, profissionais e agora seremos pessoas com todos esses conteúdos, partindo para novas fases da nossa vida.

Permita-se viver mesmo que bater a insegurança e o medo nas fases novas de sua vida. Permita-se aventurar-se em mares nunca antes navegados e até viver aquilo que te causou a maior segurança a vida toda, tudo que construiu e agora vai desfrutar.

Imagem criada pela autora no canva.com


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Vila das Borboletas